sexta-feira, 10 de abril de 2015

EDDA MÜLLER - GRANDE JERSISTA


Edda Müller foi uma das mulheres que mais marcaram na raça Jersey: como criadora, como condutora em pista, como oradora em algumas solenidades, como parceira em eventos por todo o Rio Grande do Sul e Brasil. Simpática e agradável, representou-nos em exposições jersistas internacionais na Argentina e no Canadá.






 Apaixonada por jardinagem, deixou em sua casa uma linda herança florística, que vem sendo muito bem cuidada pela filha Lilian, veterinária e criadora de Jersey.







Fernando e Edda Müller começaram a criar Jersey nos idos de 1976, inicialmente na propriedade em parceria com o irmão e cunhado Arno Muller no Capão do Leão, então distrito de Pelotas.










As primeiras vacas foram adquiridas de Fernando Carúccio, um importante criador pelotense e presidente da ACGJRS, na destacada Granja da Serra. Em 1978, foram compradas mais duas vacas PO, desta vez de Gil Greque Dias (Pedro Osório), e outras duas de Mirabeau Baltar/Paulo Mendonça (Jaguarão) em cujo lote estava a excelente FCB Cabra (originada na antiga Fazenda Cinco Cruzes/Bagé, um dos melhores plantéis da raça Jersey no Brasil na época). Do hoje centenário Antônio Karan (Bagé), e de Manoel e Maria da Glória Postiga (Soledade) vieram outras vacas PO.


Pouco tempo depois o casal Edda-Fernando adquiriu terras em Monte Bonito/Pelotas, batizando a propriedade de OPA-OMA, e para lá levaram o seu já grande plantel.


Na gestão 1977/78, sob a presidência do saudoso Dr.Elton Adão Butierres, Fernando e Edda já participavam da diretoria da ACGJRS. O rebanho OPA-OMA crescia e, com a utilização de bons touros e inseminação artificial, melhorava em qualidade. Associaram-se à COSULATI, importante cooperativa de laticínios em Pelotas, o leite produzido resfriado em latão d’água, e mais animais foram adquiridos das cabanhas Butiá e Vivian (Passo Fundo e Marau), quando a OPA-OMA passou a expor em Esteio dividindo o trabalho e as despesas com o amigo Mário Laranjeira (Cabanha Vila Maria, Pelotas). Na época, já eram as OPA-OMA conhecidas e vencedoras em Pelotas, Pedro Osório e Canguçu, conquistando diversos campeonatos e reservados de campeonatos, e grandes campeonatos em machos e em fêmeas, com importante e competente trabalho de Edda na apresentação dos animais em pista, muito hábil que era.


Em 1983 adquiriram um terneiro recém nascido de nome Bombacho Title do Butiá, da Cabanha Butiá (Passo Fundo), que foi muito bem manejado na estruturada Cabanha Opa-Oma: alem das pastagens e do feno disponíveis, estábulo e bretes, mangueiras, e demais instalações de bom nível e ótimo aspecto, tinha uma bela e antiga sede muito bem restaurada. O touro Bombacho venceu quase todas as exposições de que participou, inclusive em Esteio (Expointer e Expoleite), deixando uma bela descendência.


Edda, parceira na criação e condução da Opa-Oma, em épocas de “vacas magras” levantava o ânimo do marido e da filha. Em determinado momento, Fernando queria vender a propriedade, ela sendo radical e fortemente contra dizendo que "a propriedade era invendável". Nesse momento, com grande apoio da filha Lilian e do genro Álvaro, advogado-agropecuarista, Fernando passou a investir na produção leiteira, modernizando seu empreendimento Jersey.



Fernando foi presidente eleito da ACGJRS, gestão 2011/2012 com o apoio de Edda, em cuja diretoria de 1978 até hoje continua fazendo parte.


Falecida precocemente no final de 2014, importante para a Jersey gaúcha e brasileira desde o início da Opa-Oma, Edda colabou e impulsionou as diretorias da ACGJRS, e seus associados, divulgando a raça, em pista de julgamento dando verdadeiras “aulas práticas” na condução de touros, terneiras, vaquilhonas e vacas, "expert" que era nesse assunto.


 Edda escrevia muito bem, e com facilidade falava em público. Na época do centenário da raça Jersey no RS, portanto no Brasil, a ela foi encomendado do então presidente da ACGJRS, Carlos G.Rheingantz, autor deste, o conteúdo para os discursos festivos, incumbida também da oratória,em Esteio, em Pelotas e no Castelo de Pedras Altas, o que fez com muita personalidade e conhecimento.

A falta de Edda está muito sentida nos encontros e reuniões, dias de campo e leilões, exposições e eventos jersistas em geral, ficando na lembrança daqueles que com ela conviveram.

1992 - Edda com a delegação gaúcha na Exponacional de Jersey, Água Funda-SP

1991 - Edda em dia de campo no Condominio São Carlos, Capão do Leão

1991 - Mauro Eichler, Edda e Bob Jarrel

2011 - Pelotas

1991 - com Bob e April Jarrel, Pelotas

1996, Expoleite

Saudades, Edda!!!

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