sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

OS TRÊS LADOS DA PISTA (I)


Històricamente a criação e melhoramento da raça Jersey tem dois objetivos principais: a produção e o tipo.


As pesquisas indicaram claramente que estes dois aspectos na criação de gado leiteiro são inteiramente compatíveis, mas nenhum deve ser considerado substituto do outro. Os criadores de gado Jersey registrado, em seus programas de melhoramento nos países evoluídos na produção leiteira, demonstraram a praticabilidade de melhorar tanto a produção quanto o tipo em seus rebanhos.


A Associação de Criadores de Gado Jersey do Brasil, e suas delegadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, está empenhada em orientar seus associados, desenvolvendo e executando o controle leiteiro e a pontoação (avaliação descritiva do tipo), o primeiro lentamente iniciado na década de 1950, reiniciado na de 1980, fortalecido na de 2000, e considerado prioridade a partir de 2011 embora  com poucos rebanhos controlados. A pontuação, posteriormente ao contrôle leiteiro oficial, tem sofrido algum progresso no Brasil a partir de 2012, de forma lenta no RS, e com mais adesões em SC e PR, e noutros estados como SP e MG que, no momento, não possuem associação estadual de criadores de Jersey.


O conceito de “Classificação do Rebanho” envolve a classificação ou avaliação individual dos animais (pontuação) por rebanho, comparados ao “Tipo Ideal ou True Type” concebido, de modo geral, para todas as leiteiras de origem européia, com algumas pequenas peculiaridades para cada raça.


O julgamento morfológico em exposições especializadas não é uma ciência exata, mesmo sendo utilizados critérios técnico-científicos atualizados, e a contribuição pessoal de cada juiz é importantíssima. Instrumento útil na condução do melhoramento dos rebanhos pela comparação dos animais entre os participantes, nada tem a ver com a pontuação: no julgamento morfológico, o desafio ao jurado é executar o ordenamento dos animais em cada categoria e campeonato, comparativamente com os que estão em pista: embora em sua avaliação deva sempre pensar na “vaca ideal”, o que vale mesmo é a comparação entre os que estão sendo julgados.


Os juízes do Quadro Oficial do Colégio de Jurados da Raça Jersey do Brasil, são técnicos na área de zootecnia, veterinária ou agronomia, em alguns casos criadores de reconhecida capacidade na arte de julgar, os "notáveis". Desde 1986 a ACGJB e suas afiliadas do RS, SC, PR e MG (antes com associação estadual), têm organizado cursos oficiais para formação de novos jurados e reciclagem dos antigos.


A necessidade da uniformização nos critérios de avaliação e na terminologia utilizada não implica em que todos os julgamento sejam iguais, mas em evitar diferença muito grande nos objetivos da classificação para não atrapalhar a “cabeça” dos expositores e espectadores.


O julgamento da raça Jersey tem três lados: a organização dos eventos, o preparo dos animais, e o julgamento morfológico, e serão devidamente tratados em postagens posteriores neste blog.


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